Descontos recordes dividem analistas entre oportunidade e sinal de alerta
Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) – Dados coletados na última quinta-feira pelo Clube FII mostram que 32 dos 38 fundos de recebíveis listados no Ifix operam com preço/valor patrimonial (P/VPA) abaixo de 1, indicando barganhas em plena fase de incerteza geopolítica e juros ainda elevados.
- Em resumo: 81% dos FIIs de crédito estão, em média, 13% mais baratos que seu patrimônio contábil.
Por que 32 fundos negociam abaixo do valor patrimonial?
O avanço dos juros futuros após a escalada de tensão no Oriente Médio devolveu parte dos ganhos do Ifix e ampliou o desconto das cotas. Levantamento do Valor Econômico corrobora que a curva de DI precifica Selic perto de 11% no fim do ano, pressionando as cotas de crédito.
“Fundos IPCA+ com carteira high grade ainda pagam IPCA + 8% a 10% ao ano, com risco controlado”, afirma Caio Araújo, analista da Empiricus.
High grade x high yield: onde realmente mora o risco?
Enquanto os FIIs high grade contam com créditos de empresas consolidadas, capazes de suportar juros altos, os high yield ficam mais suscetíveis a inadimplência num ciclo de Selic elevada. O Banco Central cortou a taxa de 15% para 14,75% ao ano, mas a cautela monetária foi reforçada – cenário que, segundo projeções da Bloomberg, deve manter a volatilidade nas cotas até que o corte ganhe tração.
Em média, os fundos de papel distribuem dividend yield de 1,13% ao mês (14,28% ao ano). Nos patamares atuais, o investidor pode receber renda isenta de IR e ainda capturar a potencial valorização da cota quando a Selic recuar de forma consistente.
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Crédito da imagem: Divulgação / Clube FII