Recorde vem na esteira de alívio geopolítico e corte de juros no radar
Ibovespa – O principal índice da B3 emplacou o sétimo pregão positivo seguido e fechou a 192.201 pontos, máxima histórica que amplia o ganho anual para 19,29%, após a trégua temporária entre Estados Unidos e Irã esfriar o preço do petróleo.
- Em resumo: fluxo estrangeiro e queda de até 16% no WTI destravaram apetite por risco.
Petróleo afunda e destrava rota de risco global
O barril do Brent devolveu 13,3% em poucos dias, movimento que freou apostas inflacionárias e abriu espaço para juros mais baixos, segundo cálculos citados pela Reuters. Na B3, bancos saltaram até 5%, enquanto Petrobras recuou mais de 4% por causa da correção da commodity.
“Em cenário de distensão no Oriente Médio, enxergamos ampla margem para descompressão dos ativos locais”, afirmou Eduardo Carlier, em nota ao mercado.
Contexto doméstico fortalece o rali da Bolsa
A conjuntura interna também joga a favor. Com a Selic já reduzida para 10,75% ao ano e expectativa de novos cortes no Copom de maio, ações ligadas ao consumo — construtoras, varejo e pequenas caps — voltaram ao radar. Historicamente, cada recuo de 1 ponto percentual na taxa básica eleva o potencial de lucro dessas empresas em até 8%, de acordo com estimativas da B3.
Além disso, o real ganhou força: o dólar caiu 1,01% e encerrou a R$ 5,1029, beneficiando companhias endividadas em moeda estrangeira. Nos EUA, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançaram mais de 2,5%, reforçando o clima de alívio global.
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Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash