Medida mira famílias endividadas e promete destravar acesso a crédito
Governo Federal – estuda autorizar trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos a resgatar 20% do saldo do FGTS para renegociar débitos, ampliando o fôlego financeiro em meio ao avanço da inadimplência.
- Em resumo: liberação pode injetar cerca de R$7 bilhões na quitação de dívidas, segundo o Ministério da Fazenda.
Como funcionaria o saque de 20% do saldo
Pela proposta discutida com bancos e centrais sindicais, o valor retirado serviria como entrada obrigatória em um acordo de renegociação. O restante do saldo devedor teria juros limitados e garantia parcial do Tesouro, reduzindo risco para as instituições financeiras, conforme detalhado em entrevista à Folha de S.Paulo. Estudo preliminar aponta que, a cada R$1 liberado, até R$3 podem ser multiplicados em novos financiamentos, segundo estimativas citadas pela Reuters.
“Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao comparar a atual estratégia fiscal com o cenário de 2022.
Impacto no crédito, no varejo e no PIB
Dados do Banco Central mostram que 29% das famílias estavam com contas em atraso em dezembro, maior nível desde 2016. Ao destravar até R$7 bilhões, a medida pode aliviar a pressão sobre a inadimplência, impulsionar consumo e melhorar a saúde dos balanços bancários — fator crucial para a queda de juros ao longo de 2025. Especialistas lembram que iniciativas semelhantes em 2019 e 2022, quando o FGTS foi parcialmente liberado, adicionaram até 0,3 ponto percentual ao PIB anual e sustentaram a demanda no varejo de linhas brancas e materiais de construção.
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Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney