Rali histórico acende alerta sobre fôlego da Bolsa e da moeda americana
Ibovespa – O principal termômetro da B3 cravou 199.354,81 pontos na máxima intradiária e selou o 18º recorde nominal de 2026, enquanto o dólar recuou a R$ 4,9938, menor nível desde 27 de março. O movimento, transmitido em tempo real pela B3 (Transmissão: Record), reforça a percepção de apetite por risco mesmo com sinais de desaceleração no setor de serviços.
- Em resumo: Quinto pregão seguido de alta leva índice perto dos 200 mil pontos e dólar fica abaixo de R$ 5.
Blue chips sustentam ganhos apesar da queda do petróleo
Vale (VALE3) subiu 1,08%, compensando o recuo de 1,10% do minério; já Petrobras (PETR3; PETR4) caiu até 4,44% após o Brent ceder 4,60%. A rotação setorial ocorreu em meio à divulgação de que o volume de serviços cresceu apenas 0,1% em fevereiro, ante consenso de 0,5%, segundo dados compilados pela Reuters.
O Ibovespa fechou em 198.657,33 pontos, alta de 0,33%, coroando cinco sessões de valorização consecutivas.
O que esse recorde diz sobre juros, inflação e fluxo estrangeiro?
A sequência positiva ocorre paralelamente à expectativa de que o Banco Central estenda o ciclo de cortes da Selic para 9,00% até o terceiro trimestre, cenário que mantém o custo do capital atrativo para ações ligadas ao consumo. No front externo, o alívio dos rendimentos dos Treasuries favorece a entrada de recursos: o saldo estrangeiro na B3 já supera R$ 14 bilhões no acumulado de 2026, segundo dados da bolsa.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3