Mercado monitora atividade industrial, payroll e riscos geopolíticos em cadeia
Banco Central Europeu (BCE) – A combinação de leituras preliminares dos PMIs, reunião do BCE e novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos mantém gestores em alerta, em meio a temores de desaceleração sincronizada e pressão sobre preços de energia.
- Em resumo: atividade industrial mostra fadiga, emprego americano testa resiliência e balanços corporativos podem virar a maré.
PMIs acendem alerta de desaceleração sincronizada
Prévias divulgadas nesta semana sugerem perda de tração tanto em economias avançadas quanto em emergentes, reforçando o debate sobre até onde os bancos centrais ainda podem apertar ou já precisam afrouxar as condições financeiras. Segundo levantamento da Reuters, leituras abaixo de 50 pontos já aparecem em setores-chave da zona do euro e da Ásia.
“Os índices de gerentes de compras são o velocímetro da economia; queda persistente ameaça lucros e emprego antes mesmo de o PIB oficial refletir o baque”, alerta a Oxford Economics.
Emprego nos EUA e lucro corporativo balizam o humor dos investidores
Do outro lado do Atlântico, os pedidos semanais de seguro-desemprego ganharão peso extra após o Federal Reserve indicar que novas altas de juros dependerão da rigidez do mercado de trabalho. Qualquer surpresa altista pode reforçar apostas de pausa, enquanto números abaixo do esperado reacendem o debate de aperto adicional.
Além dos dados trabalhistas, a temporada de balanços entra na reta decisiva com gigantes de tecnologia, petróleo e consumo divulgando números que medirão o impacto do dólar forte e dos custos financeiros mais altos. O desempenho dessas empresas costuma contaminar o apetite por risco global, sobretudo em um cenário de flight to quality provocado pela incerteza nos preços do petróleo — ainda vulneráveis a cortes de oferta e tensões no Oriente Médio.
No front europeu, analistas veem o BCE pressionado entre a inflação de serviços — mais rígida — e a perda de fôlego na manufatura. Históricamente, ciclos de cortes só se materializaram quando o PMI composto permaneceu abaixo de 50 por vários meses, algo que investidores já começam a precificar nos contratos futuros de juros.
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Crédito da imagem: Divulgação / Exame