Restomod combina duralumínio original com motores Euro 7 e Wi-Fi 6
CMA – A clássica fabricante nacional voltou aos holofotes ao ver um de seus Flecha Azul dos anos 70, totalmente modernizado em 2026, atingir o maior preço já pago por um veículo rodoviário de coleção no Brasil, um sinal claro de que a nostalgia pode rivalizar com ativos tradicionais de investimento.
- Em resumo: peça escassa, tecnologia de ponta e apelo afetivo elevaram a cotação além de modelos zero km.
Raridade + tecnologia: a equação que inflaciona o preço
Com apenas algumas unidades originais ainda intactas, cada Flecha Azul recondicionado virou disputa acirrada em leilões privados. Segundo dados compilados pela Reuters, o segmento global de veículos clássicos avançou 185% na última década, superando índices acionários tradicionais.
Estrutura em duralumínio rebitado, motor Euro 7 de baixa emissão e cabine com painel HMI digital colocam o ônibus cinquentão no mesmo patamar tecnológico de modelos recém-saídos de fábrica.
O impacto no mercado de colecionáveis e no turismo de experiência
A valorização ocorre em momento de juros reais mais baixos, quando investidores buscam diversificação longe da renda fixa. Relatório do Banco Central mostra que bens alternativos — arte, carros e agora ônibus icônicos — ganharam espaço de 12% para 19% nas carteiras high-end em 24 meses. Além disso, agências de turismo temático já oferecem roteiros nostálgicos a bordo do Flecha Azul, aquecendo a economia criativa e o setor de eventos.
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Crédito da imagem: Divulgação / CMA