Endividamento recorde e estoques apertados acendem alerta vermelho no varejo
Toky – controladora das redes Tok&Stok e Mobly – formalizou pedido de recuperação judicial na Vara de Falências do TJ-SP, movimento que derrubou suas ações em 34,48%, cotadas a R$ 0,19, por volta das 11h40 (UTC-3).
- Em resumo: grupo busca proteção judicial para reestruturar dívidas diante de juros elevados e queda prolongada nas vendas.
Queda livre na B3 expõe crise de liquidez
Logo após a divulgação do fato relevante, o papel virou alvo de vendas fortes na B3, refletindo o receio de que o caixa já não suporte o giro mínimo de mercadorias. Segundo a empresa, o crédito segue restrito e o estoque baixo, fatores que comprimem margens e explicam a pressão sobre o fluxo de caixa. Dados do noticiário financeiro internacional mostram que, em cenários de Selic elevada, o varejo de bens duráveis costuma ser um dos primeiros setores a sentir o aperto.
“Apesar dos esforços para renegociar passivos, o alto endividamento do grupo persiste e vem se agravando”, reconheceu a Toky em comunicado ao mercado.
Recuperação judicial impacta fornecedores e o consumidor final
No curto prazo, fabricantes de móveis que dependem da Tok&Stok e da Mobly podem enfrentar atrasos nos pagamentos, enquanto o consumidor tende a encontrar menor variedade de produtos nas lojas. Analistas lembram que o segmento já sofre com a Selic em 10,50% ao ano e com a renda real ainda pressionada. Durante a crise de 2016, outras redes do setor recorreram ao mesmo instrumento jurídico, prolongando o ciclo de retração de investimentos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Toky