Queda histórica da moeda reacende otimismo, mas exige cautela do investidor
Dólar – A divisa norte-americana recuou para menos de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, movimento que ganhou força com sinais de distensão geopolítica após declarações de Donald Trump e provocou imediata valorização do Ibovespa.
- Em resumo: moeda abaixo de R$ 5 pressiona juros futuros e leva estrangeiros a ampliar posição em ações brasileiras.
Fluxo externo e alívio geopolítico aceleram a correção cambial
Gestores apontam que o recuo foi catalisado pela volta do apetite ao risco global e por entradas de capital em commodities, segundo apuração da Reuters. O real liderou os ganhos entre emergentes na sessão.
“A última vez que o câmbio fechou abaixo de R$ 5 foi em junho de 2021; desde então, o real havia se desvalorizado mais de 20% frente ao dólar”, recorda um relatório da Guide Investimentos.
Impacto direto: juros, inflação e carteira de ações
Com a cotação mais baixa, a expectativa é de redução dos custos de importação, o que pode aliviar a inflação de bens duráveis. Analistas já falam em espaço adicional para o Banco Central ampliar o ciclo de corte da Selic, atualmente em 11,75% ao ano, reforçando a rotação de recursos da renda fixa para a bolsa.
O Ibovespa subiu apoiado em blue chips sensíveis ao dólar, como companhias aéreas e varejo. Historicamente, cada recuo de 10 centavos na moeda pode acrescentar até 1 ponto percentual no lucro operacional dessas empresas, de acordo com cálculos do BTG Pactual.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central