Estreito de Ormuz travado pode pressionar combustíveis e inflação global
Saudi Aramco — A petroleira saudita avisou que a quase paralisação do Estreito de Ormuz ameaça manter o mercado de petróleo em desequilíbrio por anos, mesmo enquanto anuncia salto de 26% no lucro trimestral para 126 bilhões de riais (US$ 33,6 bi).
- Em resumo: se o gargalo logístico durar “algumas semanas”, a oferta só volta ao normal em 2027, segundo o CEO Amin Nasser.
Lucro robusto sustenta dividendo de US$ 21,9 bi
Com o barril vendido a US$ 76,90 no trimestre, a Aramco manteve o dividendo trimestral de US$ 21,9 bi — vital para o caixa da Arábia Saudita. O fluxo de caixa livre, porém, ficou em US$ 18,6 bi, abaixo do montante distribuído. Detalhes financeiros adicionais foram destacados pela Bloomberg, reforçando o contraste entre receitas recordes e despesas crescentes.
“Se o comércio permanecer restrito por mais de algumas semanas, prevemos que a disrupção da oferta persista e que o mercado só se normalize em 2027.” — Amin Nasser, CEO
Impacto sistêmico: cortes da Opep+ e demanda em recuperação
O alerta da Aramco ocorre num momento em que a Opep+ mantém cortes voluntários de 2,2 milhões de barris/dia para sustentar preços, enquanto a Agência Internacional de Energia projeta aumento de 1,2 milhão de barris/dia no consumo global em 2026. Esse choque entre oferta comprimida e demanda resiliente pode encarecer combustíveis, ampliar pressões inflacionárias e elevar custos logísticos para empresas em todo o mundo.
O que você acha? A oferta restrita prolongada mudará seu planejamento de investimentos em energia? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Saudi Aramco