Fechamento do estreito eleva risco de inflação global e pressiona ativos
Petróleo Brent ‒ Negociado na ICE Europe, o barril para junho avançou quase 6% na noite de domingo (19), voltando a US$95 após apreensões de navios que paralisaram o Estreito de Ormuz e reacenderam a preocupação com o custo do dinheiro ao redor do mundo.
- Em resumo: 20% do petróleo mundial agora enfrenta bloqueio logístico, o que pressiona preços e expectativas de juros.
Aperto naval reacende prêmio de risco
O Comando Central dos EUA confirmou a tomada do cargueiro iraniano Touska, enquanto forças de Teerã alvejaram outro petroleiro no Golfo de Omã. Segundo a Reuters, o impasse anulou o clima de trégua que havia derrubado as cotações na semana passada.
“Cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados globalmente atravessa diariamente o Estreito de Ormuz”, lembram analistas da Intercontinental Exchange.
Choque de oferta e efeito cascata sobre juros e Bolsa
Para o Fundo Monetário Internacional, cada alta de US$10 no barril pode adicionar até 0,4 ponto percentual à inflação anual do G20. Se o bloqueio persistir, bancos centrais podem adiar cortes de juros, incluindo o Federal Reserve e o Banco Central do Brasil, que já sinalizaram cautela após o último Forward Guidance.
No Ibovespa, a valorização da commodity tende a favorecer Petrobras e outras produtoras, mas pressiona setores domésticos sensíveis a inflação e custo de capital, como varejo e construção. Investidores também monitoram o impacto sobre o real, que costuma perder força quando o risco geopolítico aumenta.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images