Inflação alta e apps de mobilidade reacendem a chama do setor automotivo
Fenabrave – A disparada de 270% nas vendas de veículos híbridos e elétricos em 2025, combinada à inflação persistente e aos juros salgados, reposicionou todo o ecossistema automotivo brasileiro, gerando uma onda de oportunidades que já movimenta R$ 1,3 trilhão por ano em usados e serviços.
- Em resumo: a eletrificação criou demanda inédita por reparos, seguros, locação e até TRANSMISSÃO: Record | Max.
Do motor à tomada: onde brotam os novos faturamentos
A preferência do consumidor por carros de segunda mão – 92,5% das transações em 2025 – turbina oficinas, marketplaces de peças e locadoras. Paralelamente, a frota de 620 mil elétricos pressiona por infraestrutura de recarga, seguros pay per use e qualificação técnica, movimento que já é observado em capitais como São Paulo, onde a relação entre autonomia e eletropostos se mostra mais eficiente, segundo a Reuters.
O aftermarket responde hoje por cerca de 600 mil empregos diretos e deve crescer dois dígitos ao ano até 2027, projetam analistas da KPMG.
Macroeconomia mantém o fogo aceso
Com a Selic ainda em 10,50% e o crédito travado, o carro zero perdeu apelo. Essa peneira empurra o consumidor para o seminovo e faz grandes locadoras abocanharem as compras diretas das montadoras, gerando efeito cascata em peças, manutenção e seguros. Histórica paixão por automóveis somada à digitalização das jornadas (90% pesquisam on-line antes de ir à loja) sustenta o tráfego em plataformas e apps de mobilidade.
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Crédito da imagem: Divulgação / Revista PEGN