Árvore milenar converte vilarejo californiano em mina de receita
Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos (NPS) – Guardiã da sequoia “General Sherman”, a agência vê o fluxo de visitantes crescer ano a ano, impulsionando o faturamento de hotéis, postos de gasolina e pequenos comércios de Three Rivers, porta de entrada do Parque Nacional Sequoia.
- Em resumo: A árvore de 83,8 m e até 2.700 anos gera efeito econômico que já passa de US$ 50 milhões anuais na região.
Turismo na rota da General Sherman dispara receitas locais
Dados do próprio NPS mostram que, só em 2023, mais de 1,2 milhão de pessoas cruzaram a Generals Highway rumo à gigante sequoia — um salto de 18 % sobre 2022. O movimento acompanha a retomada do turismo nos EUA, onde os gastos do setor superaram o patamar pré-pandemia, segundo a Bloomberg.
Volume do tronco: 1.487 m³, com circunferência de 31 m na base — métricas oficiais do NPS que fazem da General Sherman o ser vivo mais massivo do planeta.
Esse apelo de grandeza converte-se em números tangíveis: a câmara de comércio local calcula que cada visitante deixa, em média, US$ 42 em combustíveis, lanches e souvenires antes mesmo de entrar no parque. Para um vilarejo de apenas 2.053 moradores, o repasse fiscal se tornou vital para manter estradas e serviços públicos.
Sequoias viram termômetro climático — e ativo econômico
Especialistas em dendrocronologia apontam que o crescimento anual de cerca de 1 m³ de madeira da General Sherman funciona como “grafite natural” de 2.000 anos de registros climáticos. Esse fator científico adiciona outra camada de valor ao local: projetos de pesquisa captam verbas federais que irrigam a economia regional.
Além disso, incêndios como o KNP Complex Fire de 2021 — que quase alcançou a base da árvore — expuseram o risco de perder um ativo turístico único. Desde então, o estado da Califórnia destinou US$ 15 milhões extras para prevenção de fogo na região, promovendo empregos temporários em obras de contenção.
O que você acha? A General Sherman deve receber limite diário de visitantes para preservar o bioma ou abrir ainda mais a porteira para ampliar a arrecadação? Para mais análises sobre impactos econômicos de atrações naturais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Serviço Nacional de Parques dos EUA