Entrada recorde de capital estrangeiro pressiona câmbio e anima investidores
Dólar — Na última sexta-feira (8), a divisa caiu 0,59% e encerrou o dia a R$ 4,8942, menor patamar desde 15/01/2024. A nova mínima já reduz custos de importação, alivia dívidas corporativas indexadas à moeda norte-americana e abre espaço para cortes extras na inflação administrada.
- Em resumo: o dólar recua mais de 13% em 12 meses e acumula baixa acima de 10% em 2026.
Por que o real disparou frente à moeda norte-americana?
O fluxo positivo de R$ 54,390 bilhões para a B3 em 2026, somado aos juros reais ainda elevados, fortaleceu o real. Além disso, a melhoria no cenário fiscal após o arcabouço e a perspectiva de continuidade na queda da Selic atraem gestores globais em busca de carry trade, de acordo com dados da Reuters.
“Um câmbio mais apreciado funciona como um desinflacionário natural, aliviando o custo de importações e ajudando o Banco Central na difícil tarefa de trazer o IPCA de volta à meta”, afirma André Matos, CEO da MA7 Negócios.
Impacto nas projeções e na carteira do investidor
Embora o Boletim Focus ainda veja o dólar a R$ 5,25 no fim de 2026, a trajetória recente sugere que novas entradas de capital – impulsionadas por privatizações, agronegócio robusto e exportações recordes de minério – podem manter a pressão de baixa. Historicamente, períodos de superávit em conta corrente, como em 2006-2007, já levaram a moeda ao entorno de R$ 2, cenário lembrado por veteranos do mercado.
O que você acha? O dólar pode furar a barreira de R$ 4,80 neste trimestre? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central