Escalada geopolítica coloca pressão extra sobre o preço do barril
Brent – A referência global do petróleo retomou a trajetória de alta nesta segunda-feira (11), negociada acima de US$ 104, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “inaceitável” a contraproposta do Irã para um acordo nuclear e Teerã voltou a ameaçar o trânsito no estratégico Estreito de Ormuz.
- Em resumo: o Brent avança 2,69%, enquanto o WTI ganha 2,54%, reacendendo temores de novo choque de oferta.
EUA elevam tensão no Estreito de Ormuz
O impasse diplomático acendeu o alerta de suprimento em uma rota por onde passa um quinto do petróleo mundial. De acordo com dados da Reuters, cada interrupção de 1 milhão de barris por dia em Ormuz tende a adicionar de US$ 3 a US$ 5 ao preço do barril.
Brent para julho: US$ 104,01 (+2,69%); WTI para junho: US$ 97,84 (+2,54%).
Impacto imediato nos combustíveis e na inflação
A nova disparada ocorre num momento em que bancos centrais já lutam para domar a inflação. No Brasil, a gasolina representa quase 6% do IPCA; cada variação de 10% na cotação internacional pode adicionar cerca de 0,4 ponto percentual ao índice, segundo estimativas da FGV. O encarecimento também pressiona o caixa de companhias aéreas e transportadoras, setores sensíveis ao diesel e ao querosene.
Lá fora, o cenário reforça apostas de que a Opep+ mantenha cortes de produção para sustentar preços elevados, enquanto investidores recalibram projeções de demanda chinesa após indicadores mistos de atividade industrial.
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Crédito da imagem: Getty Images via BBC