Tensões geopolíticas e estatais em foco pressionam a Bolsa brasileira
Ibovespa – Na última sessão, o principal índice da B3 voltou a perder fôlego diante de novas vendas em Petrobras e nos grandes bancos, cenário que impulsionou uma leve alta do dólar e colocou a praça paulista na contramão de Wall Street, Europa e Ásia.
- Em resumo: incerteza sobre negociações EUA–Irã e queda das estatais tiram mais de uma vez o brilho do Ibovespa nesta semana.
Petrobras lidera as perdas com volatilidade do petróleo
A petroleira segue sob pressão depois de o barril do Brent oscilar próximo dos US$ 90, movimento amplificado pelo impasse diplomático entre Washington e Teerã. Segundo dados da Reuters, operadores monitoram qualquer sinal de interrupção de oferta, o que aumenta a sensibilidade das ações da companhia.
“A correlação entre o preço do barril e os papéis da Petrobras segue acima da média histórica, o que amplia a volatilidade do índice”, apontam analistas de mercado.
Bancos sofrem com perspectiva de juros elevados e risco fiscal
Instituições financeiras de grande peso no índice também recuaram em meio ao debate sobre a velocidade de cortes na Selic. A ata mais recente do Copom reforçou cautela diante de pressões inflacionárias, alimentadas pela escalada do petróleo e pelo dólar mais caro, elementos que reduzem a expectativa de expansão de crédito no curto prazo.
Além disso, o noticiário sobre a proposta de equilíbrio das contas públicas mantém investidores com o pé no freio. O governo ainda discute medidas para zerar o déficit em 2024, mas a percepção de risco fiscal segue elevando os prêmios dos títulos públicos, refletindo diretamente no custo de captação dos bancos.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3