Nova checagem reforça combate à lavagem de dinheiro no setor
Banco Central – Na última sexta-feira (29), a autarquia avisou que, a partir de junho, as prestadoras de serviços de ativos virtuais só conseguirão autorização se apresentarem um relatório assinado por auditoria independente credenciada na CVM. A exigência mira diretamente os riscos de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, práticas que têm alimentado a desconfiança em torno do mercado de criptoativos.
- Em resumo: sem laudo de auditoria registrado na CVM, nenhuma exchange ou fintech cripto obterá sinal verde do BC.
Auditorias ganham protagonismo na corrida regulatória
A nova regra alinha o Brasil a iniciativas vistas nos Estados Unidos e na União Europeia, onde reguladores reforçam a fiscalização de provedores de cripto para coibir fraudes e blindar o sistema financeiro. Segundo reportagem da Reuters, episódios recentes de operações policiais sobre fintechs suspeitas aceleraram o debate em Brasília.
“A verificação por auditoria independente contribui para maior transparência e confiabilidade nos controles adotados pelas empresas do setor”, afirmou o Banco Central em nota oficial.
Pressão global por regras claras influencia Brasília
O movimento do BC faz parte da implementação da Lei 14.478/2022, que enquadra as prestadoras de serviços de ativos virtuais como instituições financeiras. A exigência do parecer técnico chega em meio a uma capitalização recorde do mercado: dados do CoinMarketCap apontam que o valor total dos criptoativos já supera US$ 2,5 trilhões, elevando o potencial de riscos sistêmicos.
Nas últimas semanas, o Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) voltou a recomendar que autoridades locais reforcem barreiras contra fluxos ilícitos. Com a mudança, especialistas esperam maior consolidação: plataformas que não suportarem o custo de uma auditoria credenciada podem buscar fusões ou deixar o país, reduzindo a pulverização de players.
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Crédito da imagem: Reuters