Velocidade de trem, flexibilidade de ônibus: como o O-Bahn virou estudo de caso global
Adelaide Metro – O corredor guiado O-Bahn, que liga o subúrbio de Tea Tree Plaza ao centro financeiro da capital da Austrália do Sul, vem encurtando em 50% o tempo de deslocamento desde sua inauguração na década de 1980, mas ganhou manchetes recentemente por operar com ônibus a 100 km/h sobre trilhos de concreto exclusivos.
- Em resumo: mais de 30 mil passageiros diários já trocaram o carro pelo serviço, aliviando congestionamentos e emissões.
Inovação que sai 60% mais barata que um VLT tradicional
Estudo citado pela Bloomberg indica que o custo por quilômetro de um corredor guiado como o O-Bahn é cerca de 60% inferior ao de linhas de VLT, pois dispensa rede elétrica aérea e utiliza fundação de concreto pré-moldado.
Os 12 km de via elevada em Adelaide exigiram investimento estimado em US$ 115 milhões (valores da época), contra projeções acima de US$ 300 milhões para um traçado ferroviário equivalente.
Por que isso interessa ao bolso de moradores e investidores?
Além da tarifa competitiva, a operação em alta velocidade sem semáforos aumenta a produtividade regional: o governo calcula economia de 1,5 milhões de horas de trabalho por ano em deslocamentos. Isso se reflete em valorização imobiliária no entorno dos terminais e em menor gasto público com duplicação de avenidas.
Do ponto de vista ambiental, a rota aproveita o corredor verde Linear Park às margens do rio Torrens, reduzindo poluição sonora e liberando 7 mil toneladas de CO2 a menos por ano, fator que fortalece metas climáticas nacionais.
O que você acha? Infraestruturas híbridas como o O-Bahn devem substituir BRTs e VLTs nas grandes capitais brasileiras? Para mais análises sobre mobilidade e negócios urbanos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Adelaide Metro