Recomendações ignoradas podem custar caro a investidores institucionais
Aegon Asset Management – A gestora, que administra US$ 382 bilhões, adverte que o mercado global de crédito privado – inflado a US$ 2,3 trilhões após captar US$ 224 bilhões em 2025 – pode atravessar seu primeiro grande estresse, elevando o risco de perdas e liquidez reduzida para fundos, seguradoras e fundos de pensão.
- Em resumo: Volumes recordes escondem alavancagem elevada e possível onda de defaults.
Captações recordes mascaram risco de liquidez
De acordo com estimativas da S&P Global Market Intelligence, o fluxo de recursos para o segmento nos últimos anos superou o patamar pré-pandemia, mas parte desse dinheiro foi direcionada a estruturas de dívida mais arriscadas. Dados de agências internacionais indicam que a fatia de empréstimos com cláusulas flexíveis já responde por quase 70% das novas emissões.
“Os investidores focaram apenas no prêmio de risco, esquecendo que o dinheiro tem custo. O primeiro ciclo de stress mostrará quem estava nadando sem colete”, alerta Alexander Pelteshki, gestor de renda fixa da Aegon Asset Management.
Por que o alerta importa para Brasil e emergentes
Em um ambiente de juros globais mais altos, companhias brasileiras que recorreram ao crédito privado no exterior podem enfrentar refinancing mais caro, pressionando caixa e rating. Segundo o Banco Central, cerca de 18% da dívida corporativa externa do País vence até 2027 — parte vinculada a fundos privados estrangeiros. Caso spreads se abram, o custo de capital doméstico também tende a subir, freando investimentos e alimentando volatilidade no câmbio.
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Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed