Estratégia defensiva da gestora mira a alta do petróleo e o ruído fiscal
Monte Bravo – A gestora elevou para até 40% a fatia de Tesouro IPCA+ no portfólio recomendado após o estresse recente da curva de juros, movimento que busca blindar o patrimônio de clientes contra o salto dos preços do petróleo e a escalada das incertezas fiscais.
- Em resumo: NTN-Bs de 5 a 10 anos se tornaram a principal aposta, combinadas a 45% em caixa de alta liquidez.
Miolo da curva vira escudo inflacionário
Segundo a casa, títulos intermediários oferecem a melhor “assimetria”: protegem se a inflação dispara e ainda capturam ganhos caso a curva volte a fechar. O alerta ganhou força depois de o barril de Brent testar US$ 115, patamar que reacendeu temores de estagflação, como mostrou reportagem da Reuters.
“No cenário ruim, a NTN-B te protege; no cenário bom, o retorno pode rivalizar com Bolsa”, avalia Guilherme Loureiro, CIO da Monte Bravo.
Impacto para quem investe: Selic em queda, prêmio real em alta
Com o Banco Central mantendo o ciclo de cortes da Selic, o juro real embutido nas NTN-Bs avançou, criando oportunidade rara de travar ganhos acima da inflação. Historicamente, períodos de forte prêmio real – como o registrado em 2015 e em 2020 – precederam valorização expressiva desses papéis, lembram estrategistas.
O choque do petróleo agrava o quadro: se o conflito no Oriente Médio levar o barril a US$ 150, a pressão de custos pode corroer margens empresariais e reduzir o apetite por risco, reforçando a busca por títulos indexados ao IPCA.
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Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash