Rendimento de seis dígitos em 12 meses chama atenção, mas há armadilhas no caminho
Banco Central do Brasil – Após o corte que manteve a taxa básica em ainda elevados 14,50% ao ano, aplicações conservadoras voltaram a rivalizar com ativos de risco ao projetar ganhos de até R$124.525 em apenas um ano para quem dispõe de R$1 milhão.
- Em resumo: Letras de Crédito lideram a rentabilidade líquida (12,45%), mas a proteção do FGC cobre só R$250 mil por instituição.
LCI e LCA: lucro líquido recorde, cobertura limitada
Isentas de Imposto de Renda, as letras de crédito imobiliário e do agronegócio entregam o maior retorno na simulação — 12,45% ao ano, ou R$124.525 sobre o capital de R$1 milhão. Porém, o limite de R$250 mil do Fundo Garantidor de Créditos obriga o investidor a pulverizar o aporte em pelo menos quatro bancos se quiser dormir tranquilo.
R$750 mil ficam fora da garantia estatal se a aplicação for concentrada em uma única instituição financeira, apesar da alta rentabilidade.
CDB e Tesouro Selic empatam na bruta, divergem na líquida
Ambos seguem a Selic e chegam a valor bruto de R$1.146.500. Depois de taxas, o CDB mantém R$1.120.862 líquidos, contra R$1.118.569 do Tesouro Selic, penalizado pela custódia de 0,2% ao ano da B3. A contrapartida é a solidez: títulos públicos não dependem do FGC e têm risco soberano.
O efeito dos próximos cortes: oportunidade no prefixado
Analistas enxergam espaço para que a Selic recue abaixo de 13% até o início de 2026, caso a inflação permaneça ancorada perto do centro da meta. Nesse cenário, quem travar taxas acima de 14% no Tesouro Prefixado hoje pode capturar valorização de principal no mercado secundário — algo que não ocorre com pós-fixados.
Poupança e Tesouro IPCA+ ficam para trás, mas têm nichos
A tradicional caderneta entrega só 8,36%, mesmo patamar do Tesouro IPCA+ (8,52%) quando considerado apenas um ano. Ainda assim, o título indexado ao índice de preços preserva o poder de compra no longo prazo, atraente para reservas de aposentadoria.
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