Trégua no Oriente Médio desencadeia corrida por moedas emergentes
DÓLAR – A divisa norte-americana encerrou a última sessão a R$ 5,10, o patamar mais baixo desde junho de 2022, após o anúncio de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã esfriar o prêmio de risco geopolítico.
- Em resumo: alívio nas tensões no Golfo Pérsico derrubou o dólar no exterior e impulsionou o real.
Fluxo estrangeiro e câmbio: por que o real saiu na frente
Com a Selic acima de 10% ao ano, o chamado carry trade voltou a atrair investidores globais para títulos brasileiros, reforçando o ingresso de capital no país. Segundo dados compilados pela Reuters, o real já acumula valorização superior a 7% frente ao dólar em 2024.
O dólar encerrou o pregão a R$ 5,10, queda diária de 1,2% — a menor cotação de fechamento em quase dois anos.
Impacto nas empresas e no bolso do consumidor
Um dólar mais fraco reduz o custo de importações de combustíveis e fertilizantes, fatores que costumam pressionar a inflação doméstica. Se essa tendência persistir, analistas veem espaço para o Banco Central acelerar cortes futuros na Selic, reduzindo o custo do crédito para famílias e empresas.
No mercado corporativo, companhias aéreas e varejistas com alto componente importado tendem a se beneficiar imediatamente. Por outro lado, exportadoras de commodities podem ver margens comprimidas, caso a cotação das matérias-primas não acompanhe a desvalorização da moeda americana.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil