Medida provisória em gestação pode reduzir inadimplência e aquecer consumo
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) – A equipe da pasta estuda destravar até R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para turbinar a quitação de débitos de milhões de brasileiros, iniciativa que deve ser oficializada via Medida Provisória nos próximos dias.
- Em resumo: Governo quer usar saldos do FGTS — e excedentes bloqueados — para abater dívidas de baixa renda e liberar crédito a 10 milhões de demitidos do saque-aniversário.
Como serão divididos os R$ 17 bilhões?
Do total, entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões serão direcionados a trabalhadores de menor renda, enquanto outros R$ 7 bilhões ficarão reservados a cerca de 10 milhões de pessoas que anteciparam o saque-aniversário e foram demitidas. Segundo o MTE, o bloqueio feito pela Caixa como garantia desses empréstimos costuma superar o valor real da dívida – diferença que agora poderá voltar ao bolso do titular. Dados da Reuters sobre o avanço da inadimplência mostram que quase 30% dos consumidores chegaram a abril com contas em atraso.
A proposta libera entre R$ 9 bi e R$ 10 bi à baixa renda e mais R$ 7 bi para quem teve parte do FGTS retido além do necessário após aderir ao saque-aniversário.
Impacto macroeconômico: alívio imediato e possível impulso ao PIB
Com a taxa Selic em 10,75% e o crédito ainda caro, a possibilidade de quitar débitos com recursos próprios tende a reduzir a inadimplência, melhorar o score de crédito e liberar consumo em segmentos sensíveis, como varejo e serviços. Analistas destacam que cada R$ 1 bilhão convertido em pagamentos de dívidas pode injetar até 0,02 ponto percentual adicional no PIB ao longo de 12 meses, reforçando a estratégia do governo de combinar alívio financeiro à população com estímulo econômico.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério do Trabalho e Emprego