Falas do Fed, tensão geopolítica e balanços corporativos alimentam volatilidade
Federal Reserve – Após uma semana de declarações cautelosas de dirigentes, os mercados entram em clima de teste com o índice de preços ao produtor (PPI) americano e uma bateria de balanços de grandes bancos que podem redefinir expectativas sobre juros e crescimento.
- Em resumo: inflação atacadista dos EUA, lucros de JPMorgan, Citi e Wells Fargo e discurso de Durigan no FMI dividem a atenção dos investidores.
PPI e discursos do Fed definem o tom da sessão
Economistas projetam leitura ainda pressionada para o PPI, indicador capaz de antecipar movimentos do CPI. Qualquer surpresa de alta reforça o discurso “higher for longer” ventilado por membros do Fed esta semana, segundo análise da Reuters.
“O PPI costuma funcionar como termômetro antecipado da inflação ao consumidor; se vier acima do consenso, a curva de Treasuries tende a reprecificar mais altas de juros”, destacam estrategistas ouvidos pelo mercado.
Temporada de balanços: bancos e J&J sob os holofotes
JPMorgan, Citi e Wells Fargo divulgam resultados no mesmo dia em que Johnson & Johnson abre a agenda de gigantes do setor de saúde. Depois de um 2023 de margens comprimidas, investidores querem sinais sobre inadimplência, provisões e repasse de custos de capital mais caro.
Brasil e cenário externo: Durigan no FMI, serviços e risco Irã
No front doméstico, a fala de Dário Durigan durante reunião no FMI colocará os holofotes sobre a disciplina fiscal do Brasil. Já o resultado da pesquisa de serviços do IBGE pode confirmar perda de fôlego no consumo, reforçando apostas em cortes graduais da Selic. Externamente, a escalada de tensão no Irã mantém o petróleo próximo das máximas trimestrais, adicionando componente inflacionário global.
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Crédito da imagem: Divulgação / Federal Reserve