Estoques inflados e margem pressionada viram teste crucial para a marca do “swoosh”
Nike – Após assistir a suas ações derreterem 70% desde o pico histórico, a companhia esportiva sinalizou que “voltar ao básico” será a tábua de salvação, cortando erros de execução e apostando em linhas core para destravar crescimento. O mercado, porém, permanece cético quanto à velocidade dessa virada.
- Em resumo: companhia promete enxugar estoques, focar em produtos clássicos e recuperar rentabilidade, mas enfrenta consumo global mais fraco e concorrência acirrada.
Plano de enxugamento encara desconfiança dos analistas
Em teleconferências recentes, executivos defenderam que a limpeza de inventário e a revisão de canais de distribuição ajudarão a devolver fôlego às margens. Para a Reuters, analistas apontam que o excesso de promoções durante a pandemia corroeu o “prêmio” associado à marca e tornou a retomada mais complexa.
“É preciso reequilibrar oferta e demanda antes de falar em aceleração de lucro”, ressaltou um estrategista de varejo ouvido pela agência.
Contexto macro joga contra e competição aperta
Mesmo com receita global de US$ 51,2 bilhões no ano fiscal encerrado em maio, a Nike encara cenário de juros elevados nos EUA e na Europa, o que comprime o poder de compra dos consumidores. A desaceleração do PIB americano, projetada pelo Fed para 1,2% em 2024, e uma inflação de serviços ainda resistente aumentam o risco de vendas mais fracas nos próximos trimestres.
Além disso, rivais como Adidas e marcas chinesas aceleraram a captura de market share em calçados de performance, pressionando preços e inovação. Analistas lembram que a última grande virada da Nike, em 2017, demandou investimentos elevados em digital e levou oito trimestres para aparecer no lucro operacional.
O que você acha? O movimento de “voltar ao essencial” será suficiente para recuperar valor de mercado ou o rali ficou para depois? Para mais análises sobre gigantes do consumo e Bolsa, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Nike