Gigante do e-commerce aposta no poder de consumo da torcida brasileira
Amazon — Em movimento estratégico para engajar milhões de torcedores e acelerar vendas no País, a companhia acaba de firmar contrato de patrocínio de dois anos com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), abrangendo as seleções masculina, feminina e de base.
- Em resumo: acordo une marca global, paixão nacional e transmissões Globo | Prime Video para impulsionar audiência e receitas.
Por que a CBF virou vitrine-premium para Big Techs?
A corrida por atenção no esporte de massa colocou o futebol brasileiro no radar das gigantes de tecnologia. Segundo levantamento da Reuters, a verba global de marketing esportivo superou US$ 80 bi em 2023, com streaming puxando o crescimento. A chegada da Amazon vem logo após o Google, que ativará sua IA Gemini com a Seleção.
“Estar ao lado das Seleções Brasileiras significa fazer parte de algo que vai além do esporte – é sobre conexão, emoção e experiências que unem as pessoas”, destacou Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil, em nota oficial.
Impacto para o mercado e para o bolso do torcedor
Ao associar sua plataforma de streaming às partidas — o Prime Video já transmite a Série A e a Copa do Brasil — a Amazon expande o ecossistema de benefícios que mantém 230 milhões de assinantes no mundo. Para a CBF, a entrada de mais uma Big Tech fortalece a diversificação de receita em meio à valorização do real frente ao dólar e à elevação dos custos operacionais dos clubes.
Analistas projetam que o mix Globo | Prime Video aumentará a competição por direitos de mídia, pressionando rivais a melhorar ofertas de pacotes esportivos. Para o consumidor, a tendência é de serviços com mais bônus — frete grátis, cashbacks e conteúdos exclusivos — como isca para novos assinantes.
O que você acha? A torcida ganhará benefícios ou pagará mais para acompanhar a Seleção em múltiplas telas? Para outras análises sobre negócios no esporte, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CBF