Índice fura teto anterior enquanto investidores buscam refúgio em fundos de crédito e logística
IFIX – O índice de fundos imobiliários renovou topo de fechamento a 3.941,62 pontos na última segunda-feira (20), reforçando o interesse por renda passiva em um cenário de juros reais ainda elevados.
- Em resumo: avanço de 0,27% consolida a sétima sessão positiva em oito pregões.
Liquidez concentra-se em MXRF11, GGRC11 e GARE11
Mesmo com a amplitude diária contida – mínima de 3.930,81 e máxima de 3.941,78 pontos – o giro financeiro permaneceu firme nos papéis de maior liquidez. MXRF11 liderou com R$ 1,38 milhão negociados, seguido por GGRC11 e GARE11. O movimento confirma a migração de parte do capital que, antes estacionado em pós-fixados, agora mira dividendos mensais acima do CDI descontada a inflação, segundo levantamento da Reuters.
Os três fundos responderam por mais de 15% do volume total do IFIX no dia, sinalizando fluxo consistente para papéis de crédito pulverizado e logística.
Queda gradual da Selic reforça tese de tijolo e recebíveis
Com o mercado precificando Selic em torno de 9% ao ano até dezembro, o spread entre o rendimento médio dos FIIs e os títulos públicos tende a permanecer atrativo. Historicamente, cada redução de 100 pontos-base na taxa básica adiciona até 4% de valorização ao IFIX no semestre subsequente, de acordo com dados da B3. Além disso, a inflação comportada abaixo de 4% ao ano diminui o risco real das carteiras lastreadas em aluguéis e CRIs atrelados ao IPCA.
O rali também é alimentado pela demanda de investidores pessoa física: só em abril, 58 mil novos CPFs ingressaram no segmento, maior salto mensal desde 2022, refletindo a procura por dividendos isentos do Imposto de Renda.
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Crédito da imagem: Divulgação / Suno