ETF chega em momento de forte demanda industrial e proteção cambial
XP Asset lançou o SLVR11, primeiro fundo de índice lastreado na prata no Brasil, ampliando as opções de hedge para quem busca diversificar além do ouro.
- Em resumo: cota inicial de R$ 50, taxa de 0,3% ao ano e exposição ao índice internacional LBMA Silver.
Por que a prata voltou aos holofotes
Depois de avançar 118% em 2023, a prata passou a rivalizar com o ouro como ativo de proteção, segundo dados compilados pela Reuters. O metal é duplamente demandado: serve como reserva de valor em tempos de juros reais baixos e é insumo essencial na produção de painéis solares e semicondutores, setores que seguem em franca expansão.
“A commodity tem um papel estratégico por combinar características de potencial proteção com demanda industrial, o que amplia seu potencial dentro de portfólios diversificados”, destaca Leonardo Vasques, gerente de portfólio da XP Asset.
Impacto para investidores brasileiros
O SLVR11 reduz barreiras de entrada: basta ter conta em uma corretora e aportar a partir de uma única cota. Além disso, o ETF carrega exposição cambial, funcionando como contrapeso em cenários de real fraco. Para efeito de comparação, a relação ouro/prata caiu abaixo de 50 pontos em janeiro, mínima em quase 12 anos, sinalizando que o metal “primo pobre” foi quem mais correu nos últimos meses.
Vale lembrar que, mesmo com a trégua parcial na inflação global, a busca por ativos reais segue no radar. Caso o Federal Reserve adie cortes de juros, commodities metálicas tendem a ser beneficiadas pela incerteza, enquanto programas de transição energética sustentam a demanda física pelo metal.
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Crédito da imagem: Divulgação / XP Asset