Custos de commodities e câmbio volátil elevam incerteza para 2026
Aon – A edição 2026 da Pesquisa Global de Gestão de Riscos aponta que a interrupção de negócios subiu ao posto de maior ameaça para companhias brasileiras, à frente até mesmo da escalada nos preços das commodities. O diagnóstico reforça o alerta de que, em meio a gargalos logísticos mundiais e inflação de insumos, a resiliência operacional se converte em arma competitiva.
- Em resumo: 67,4% das empresas relataram perdas financeiras com a oscilação cambial em 12 meses.
Commodities no radar: pressão direta no fluxo de caixa
Com o barril de petróleo rondando máximas de um ano e a soja negociada acima da média de cinco anos, o risco de preço e escassez de matérias-primas ocupa a 2ª posição do ranking nacional. Segundo dados compilados pela Reuters, choques de oferta recentes em minério de ferro e grãos ampliaram custos de produção e comprimiram margens de exportadores.
“Empresas que blindam a cadeia de suprimentos saem na frente, pois conseguem manter contratos e ganhar poder de barganha”, enfatiza Alexandre Jardim, head de Commercial Risk Solutions da Aon no Brasil.
Câmbio inquieto e riscos climáticos fecham o top 5
A volatilidade do real – que já variou mais de 12% contra o dólar em 2024, apesar da Selic a 10,75% ao ano – surge em 5º lugar, algo inexistente no top 10 global. Já mudanças climáticas e desastres naturais, preocupações que ganharam força após enchentes no Sul e secas no Centro-Oeste, entram no radar doméstico e ameaçam especialmente agronegócio e varejo alimentar.
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Crédito da imagem: Milan Wulf / Pixabay