Risco geopolítico volta ao radar e acende alerta para inflação global
Wall Street encerrou a última sessão em terreno negativo, refletindo o impasse nas tratativas de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e o consequente salto do petróleo, que avançou mais de 3% nos mercados internacionais.
- Em resumo: falta de acordo alimenta aversão ao risco, derruba as principais bolsas de Nova York e reacende temor de pressão inflacionária.
Impasse pressiona ações e turbina commodities energéticas
Analistas destacam que a incerteza sobre um eventual entendimento entre Washington e Teerã elevou a procura por ativos defensivos, enquanto papéis de companhias aéreas e de consumo sofreram. Segundo agência Reuters, o barril do Brent subiu mais de 3%, movimento que tende a contaminar custos logísticos e margens corporativas.
Petróleo Brent: +3% no dia, refletindo receio de cortes de oferta caso a tensão se estenda ao Golfo Pérsico.
O que está em jogo para juros, inflação e sua carteira
O avanço da energia chega num momento em que o Federal Reserve já indicou manter juros elevados por mais tempo para conter a inflação núcleo. Qualquer choque adicional nos preços do petróleo pode atrasar cortes na taxa Fed Funds, encarecendo crédito globalmente e pressionando emergentes como o Brasil.
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Crédito da imagem: Divulgação / Bolsa de Nova York