Pressão de gigantes e alívio cambial dividem o humor da B3
Ibovespa – Na sessão desta quinta-feira, 23, o principal índice da Bolsa brasileira até tentou firmar alta, mas cedeu rapidamente à realização de lucros em blue chips, enquanto a cotação do dólar no mercado à vista recuava para R$ 4,95, menor patamar em quase dois meses.
- Em resumo: Bancos de grande porte e Vale puxam o índice para baixo, mesmo com a moeda norte-americana em queda.
Por que bancos e Vale pesam mais que a queda do dólar
As ações de Itaú, Bradesco e Banco do Brasil registraram perdas entre 0,5% e 1,2%, refletindo ajustes após a forte alta acumulada no mês e a expectativa de margens menores no segundo semestre, segundo relatório obtido pela agência Reuters. Na Vale, que respondia por quase 15% da carteira teórica do Ibovespa, o recuo dos futuros de minério em Dalian, impactado pela fraqueza do setor imobiliário chinês, provocou queda superior a 1,3% nos papéis.
Às 11h15, o Ibovespa operava em baixa de 0,12%, aos 125.480 pontos, enquanto o dólar spot caía 0,40%, a R$ 4,95.
Cenário macro: juros globais, Copom e China ainda no radar
O alívio no câmbio reflete a menor aversão ao risco externo após a ata do Federal Reserve sinalizar estabilidade dos juros nos EUA no curto prazo. Contudo, analistas lembram que a próxima divulgação do PCE, indicador de inflação preferido do Fed, pode recolocar pressão sobre ativos emergentes. No Brasil, investidores já precificam a manutenção da Selic em 10,50% na reunião do Copom de junho, diante da resistência da inflação de serviços.
Do lado internacional, as dúvidas sobre estímulos na China continuam a ditar o rumo das mineradoras brasileiras. A Vale perdeu mais de 6% em maio antes da sessão de hoje, refletindo a sequência de dados fracos de construção civil no país asiático, principal comprador de minério de ferro.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3