Autonomia de 300 km e preço popular sacodem mercado de combustíveis
BYD – A montadora chinesa reposicionou o Song Pro com baterias de 26,6 kWh e 34,27 kWh, alcançando consumo de 31,25 km/l e etiqueta inicial de R$ 75.207, valores que chacoalham a estratégia de Shell e Petrobras em plena escalada do preço da gasolina.
- Em resumo: SUV híbrido plug-in custa o mesmo que um compacto a combustão vendido no Brasil.
Como a nova bateria empurra a concorrência para o canto
A opção de 34,27 kWh eleva a autonomia elétrica para 300 km no ciclo chinês CLTC, patamar que coloca o Song Pro acima de rivais diretos e pressiona gigantes de energia, segundo dados da Reuters.
Com 31,25 km/l e até 300 km sem gasolina, o Song Pro redefine o custo por quilômetro na categoria de SUVs híbridos plug-in.
Por que o Brasil ainda recebe uma versão “desidratada”
Enquanto na China o modelo estreia baterias robustas, o mercado brasileiro continua limitado a packs de 12,9 kWh (GL) e 18,3 kWh (GS). A diferença se traduz em autonomia menor e reduz o apelo frente ao alto custo dos combustíveis domésticos. No entanto, a BYD confirmou para o segundo semestre de 2026 um facelift Dragon Face e motor flex capaz de queimar etanol, tecnologia que aproveita o incentivo fiscal para biocombustíveis e pode ampliar a competitividade interna.
Analistas veem o movimento como resposta à política de preços da Petrobras e às medidas do Banco Central que mantêm a Selic elevada, encarecendo o crédito automotivo. Se o preço final do Song Pro flex ficar próximo dos R$ 83.490 do Fiat Mobi, o impacto pode ir além do varejo: postos de combustíveis e distribuidoras terão de recalibrar projeções de demanda.
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Crédito da imagem: Divulgação / BYD