Fintech quer monetizar base de 35 mi de clientes com apostas esportivas
PicPay — A fintech controlada pela J&F recebeu, em 6/3, a autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) para operar a plataforma “Joga Junto”, válida até 8/3/2031. A decisão libera a companhia a disputar um setor que já movimenta bilhões e deve ganhar força com a regulamentação fiscal deste ano.
- Em resumo: licença federal garante operação da “bet” por sete anos e abre nova frente de receitas para o aplicativo.
Mercado bilionário em jogo
Dados da própria SPA mostram que, no acumulado de 2025, as casas de apostas autorizadas registraram receita bruta de R$ 37 bilhões — valor que desconsidera prêmios pagos. A cifra supera o orçamento de vários ministérios e atrai gigantes como o PicPay. Segundo levantamento do Valor Econômico, o número de operadores no país já ultrapassa 80.
A autorização do PicPay se soma à corrida de players que buscam capturar parte de um público estimado em 32 milhões de apostadores no Brasil.
Regulação, tributação e impacto para o investidor
O aval chega em um momento estratégico: o governo prepara ajustes na taxação, que pode chegar a 18% sobre a receita líquida das bets. Caso a alíquota seja confirmada, analistas veem espaço para consolidação — empresas capitalizadas, como a subsidiária Nosso Time iGaming, tendem a ganhar market share enquanto players menores podem deixar o mercado.
A entrada do PicPay também reforça o plano de diversificar fontes de faturamento. Entre 2022 e 2024, a companhia ampliou margens com marketplace, crédito pessoal e publicidade; agora, as apostas esportivas surgem como nova avenida de crescimento, potencialmente elevando o tempo de permanência no app e o ticket médio por usuário.
O que você acha? A jogada do PicPay vai turbinar o lucro ou aumenta o risco regulatório? Para acompanhar outras movimentações do setor, acesse nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / PicPay