Estratégias afinadas para multiplicar rendimentos em meio a juros ainda elevados
Banco Central do Brasil (BCB) – Após reduzir a Selic para 14,50% na última decisão do Copom, a autoridade monetária sinalizou que o país continuará convivendo com juros de dois dígitos por um período prolongado, exigindo ajustes finos na carteira de quem busca proteção e ganho real.
- Em resumo: Tesouro IPCA+, crédito privado seletivo e small caps despontam como maiores assimetrias de retorno.
Renda fixa: IPCA+ oferece juro real de 7,5% e segue imbatível
Mesmo com o alívio gradual da Selic, o carrego dos títulos atrelados à inflação continua atraente. Segundo analistas, os papéis do Tesouro IPCA+ com vencimentos longos pagam juro real próximo de 7,5% ao ano, acima da média histórica e de muitos CDBs de grandes bancos, de acordo com dados compilados pela Reuters.
“As maiores assimetrias ainda se encontram nas NTNs-B, que ofertam 7,5% de juro real para 10 anos”, reforça Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Investimentos.
Além disso, a manutenção de parte da reserva em Tesouro Selic segue essencial para liquidez, enquanto o aumento dos spreads em debêntures de empresas sólidas abre janela pontual para quem aceita risco moderado. Setores de energia, saneamento e concessões figuram no topo da lista de especialistas.
Bolsa em foco: small caps e setores sensíveis aos juros podem surpreender
A entrada de capital estrangeiro impulsionou blue chips, mas deixou as small caps baratas. Varejo, construção civil e empresas voltadas ao mercado interno tendem a se beneficiar primeiro quando o ciclo de cortes ganhar tração. Investidores mais avessos a volatilidade podem mirar bancos e elétricas, que mantêm lucros robustos mesmo em cenário de PIB fraco.
Historicamente, cada ponto percentual de queda na Selic adiciona cerca de 6% ao preço-lucro médio dessas companhias, segundo levantamento da Economatica. Embora o ritmo de cortes seja tímido agora, expectativas de inflação controlada em 2025 e avanço da reforma fiscal sustentam a tese de reprecificação.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil