Fluxo recorde em ETFs indica que o pânico pode ter passado
Bitcoin (BTC) – Após recuar 42% desde outubro, a principal criptomoeda atraiu compras agressivas de investidores institucionais e voltou ao radar de Wall Street, mexendo diretamente com projeções de preço e com o sentimento de risco dos mercados.
- Em resumo: carteiras gigantes adicionaram 270 mil BTC em 30 dias, maior movimento de compra em 13 anos.
Compras históricas sugerem aperto de oferta
Dados compilados pela Reuters mostram que só na última quinta-feira os ETFs à vista de Bitcoin captaram US$ 358 milhões, puxados pelo IBIT da BlackRock, responsável por US$ 269 milhões desse total.
Endereços de “baleias” drenaram o equivalente a US$ 19 bilhões em BTC das corretoras, reduzindo o saldo nas exchanges ao menor nível desde 2017, aponta a CryptoQuant.
Por que Wall Street já faz contas acima de US$ 200 mil
A entrada de grandes bancos — Goldman Sachs com posição de US$ 1,1 bilhão e Morgan Stanley lançando o ETF MSBT com taxa de 0,14% ao ano — reforça a tese de escassez num momento em que 60% da oferta total de BTC está parada há mais de um ano. Esse cenário ganha força com a política monetária dos EUA: a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve tende a aumentar o apetite por ativos de risco, enquanto a recente desaceleração inflacionária sustenta o argumento pró-Bitcoin como reserva de valor.
Historicamente, ciclos de alta mais longos ocorrem após reduções no ritmo de emissão — o halving de 2024, que cortou a recompensa de mineração pela metade, ainda repercute. Casas como JPMorgan projetam até US$ 266 mil no longo prazo, enquanto a Bernstein mantém alvo de US$ 150 mil para 2026, citando o “bear market mais brando” já visto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash