Novo algoritmo foca em evitar desperdício bilionário em tratamentos oncológicos
NHS – A rede pública britânica pode reduzir custos e proteger pacientes após a revelação, recentemente, de uma ferramenta de inteligência artificial que indica, antes da prescrição, quais pessoas com câncer colorretal avançado não se beneficiarão do bevacizumabe, um dos remédios mais caros e com maior taxa de efeitos adversos em oncologia.
- Em resumo: o sistema PhenMap separa, por mutação genética, quem terá pouco ou nenhum ganho clínico, evitando gastos e coágulos sanguíneos desnecessários.
Ferramenta cruza mutações e resposta ao remédio
Desenvolvido pelo Institute of Cancer Research, de Londres, e pela RCSI University of Medicine and Health Sciences, de Dublin, o PhenMap integrou dados genômicos de 117 pacientes europeus. O modelo isolou um subgrupo com alto risco de reação adversa, abrindo caminho para um protocolo mais seletivo. De acordo com a Bloomberg, as terapias biológicas como o bevacizumabe pressionam os cofres públicos em meio à inflação médica recorde.
“Sabemos que a maioria dos pacientes não vai se beneficiar do medicamento, o que significa que milhares de pessoas na Inglaterra podem estar enfrentando efeitos colaterais desagradáveis desnecessariamente”, afirmou o professor Anguraj Sadanandam.
Impacto fiscal e pressão nos orçamentos de saúde
Com quase 10 mil novos casos avançados de câncer colorretal por ano no Reino Unido, cada ciclo evitado representa economia direta para o NHS e libera verba para terapias inovadoras. Em 2023, o serviço já destinou parcela recorde do orçamento a drogas oncológicas; tecnologias preditivas como o PhenMap surgem como rota de sustentabilidade, tendência também monitorada por agências como o NICE.
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Crédito da imagem: Divulgação / Institute of Cancer Research