Mercado eleva prêmio e sinaliza menos espaço para novos cortes na Selic
Banco Central do Brasil – Sob pressão da escalada de custos de energia e insumos causada pela guerra no Irã, as emissões de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) em março ofereceram rendimentos até 111% do CDI, indicando que investidores já precificam um ciclo de afrouxamento monetário mais cauteloso.
- Em resumo: CDBs de bancos pequenos e médios pagaram, em média, 102,2% do CDI para prazos de até 12 meses, superando os 101,4% registrados em fevereiro.
Bancos menores ampliam prêmio para atrair liquidez
Levantamento da Quantum Finance mostra que, enquanto grandes bancos mantiveram as taxas em torno de 98,3% do CDI, instituições de menor porte turbinaram suas ofertas, chegando ao pico de 111% no caso do Banco BMG. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, o prêmio maior reflete o receio de que a inflação global suba e limite cortes adicionais na taxa básica.
A média das emissões de três a 12 meses saltou para 102,2% do CDI entre pequenos e médios bancos, contra 101,4% no mês anterior.
Inflação e Selic: o que muda para o investidor de renda fixa
O movimento acontece num momento em que o IPCA acumulado em 12 meses voltou a se aproximar do teto da meta, reduzindo a folga para que o Comitê de Política Monetária avance com novas reduções na Selic, atualmente em 10,75% ao ano. Se a curva de juros permanecer pressionada, os CDBs tendem a continuar pagando prêmios acima da média histórica, sobretudo nos prazos mais curtos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil