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Investimentos

Taxas de CDBs disparam a 111% do CDI em meio à guerra

Mariana Vasconcelos Rocha
Última atualização: 04/15/2026 10:47 am
Renata
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Mercado eleva prêmio e sinaliza menos espaço para novos cortes na Selic

Banco Central do Brasil – Sob pressão da escalada de custos de energia e insumos causada pela guerra no Irã, as emissões de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) em março ofereceram rendimentos até 111% do CDI, indicando que investidores já precificam um ciclo de afrouxamento monetário mais cauteloso.

Índice de Conteúdos
  • Mercado eleva prêmio e sinaliza menos espaço para novos cortes na Selic
  • Bancos menores ampliam prêmio para atrair liquidez
  • Inflação e Selic: o que muda para o investidor de renda fixa
  • Em resumo: CDBs de bancos pequenos e médios pagaram, em média, 102,2% do CDI para prazos de até 12 meses, superando os 101,4% registrados em fevereiro.

Bancos menores ampliam prêmio para atrair liquidez

Levantamento da Quantum Finance mostra que, enquanto grandes bancos mantiveram as taxas em torno de 98,3% do CDI, instituições de menor porte turbinaram suas ofertas, chegando ao pico de 111% no caso do Banco BMG. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, o prêmio maior reflete o receio de que a inflação global suba e limite cortes adicionais na taxa básica.

A média das emissões de três a 12 meses saltou para 102,2% do CDI entre pequenos e médios bancos, contra 101,4% no mês anterior.

Inflação e Selic: o que muda para o investidor de renda fixa

O movimento acontece num momento em que o IPCA acumulado em 12 meses voltou a se aproximar do teto da meta, reduzindo a folga para que o Comitê de Política Monetária avance com novas reduções na Selic, atualmente em 10,75% ao ano. Se a curva de juros permanecer pressionada, os CDBs tendem a continuar pagando prêmios acima da média histórica, sobretudo nos prazos mais curtos.

O que você acha? Vai aproveitar as taxas mais altas ou esperar maior clareza sobre a Selic? Para mais análises sobre renda fixa e oportunidades, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil





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Mariana Vasconcelos Rocha
Feito PorRenata
Jornalista econômica e especialista em política monetária, Renata construiu sua trajetória entre os bastidores do mercado financeiro e as redações mais influentes do país. Graduada em Jornalismo pela UERJ e com MBA em Gestão Financeira e Controladoria pela Fundação Dom Cabral, ela domina a arte de transformar relatórios densos do Banco Central, projeções do FMI e balanços corporativos em conteúdo estratégico e direto ao ponto. Antes de integrar a equipe do Giro Econômico News, Mariana passou por redações como Exame, Bloomberg Línea Brasil e Estadão Economia, onde se destacou na cobertura de câmbio, commodities e política fiscal. Sua abordagem combina rigor analítico com clareza editorial — cada artigo entrega ao leitor não apenas o fato, mas o contexto e o impacto prático no bolso do investidor. Fora das telas de cotação, Mariana pesquisa o avanço das fintechs de crédito no Nordeste e contribui como colunista convidada em podcasts sobre independência financeira feminina.
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