Automação em massa transforma produtividade em risco para o cérebro
Preply – A plataforma de idiomas, em levantamento citado pela Newsweek, identificou que 40,3% dos profissionais já perderam confiança em conversas presenciais por depender de inteligência artificial, enquanto 62,7% admitem usar a tecnologia para evitar diálogos difíceis. O dado acende um alerta sobre o bolso das empresas: colaboradores altamente “ocupados”, mas mentalmente subutilizados, entregam menos inovação – ativo crucial para manter margens e valor de mercado.
- Em resumo: Tarefas repetitivas e excesso de IA podem atrofiar memória, pensamento crítico e criatividade.
Velocidade virou inimiga do pensamento profundo
Segundo a estrategista de carreira Christiane Schroeter, entrevistada pela Newsweek, a cultura da “resposta imediata” substitui o aprendizado contínuo. A lógica se reflete em números: a produtividade global subiu 1,4% ao ano na última década, mas a criação de patentes por trabalhador recuou, de acordo com análise da Bloomberg.
“As pessoas param de aprender enquanto continuam ocupadas. A atividade substitui o crescimento”, afirma Schroeter.
Por que isso afeta resultados corporativos
Um estudo da OCDE mostra que empresas que investem em treinamento para resolver problemas complexos aumentam o Ebitda em até 4 pontos percentuais em 24 meses – performance bem acima da média do mercado. Já negócios que se limitam à automação ganham escala no curto prazo, mas veem queda de 12% em patentes registradas após cinco anos, sugerindo menor vantagem competitiva.
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Crédito da imagem: Divulgação / PEGN