Trump impõe ultimato e mercados se armam para novos choques de preços
Petróleo Brent – O barril registrou forte alta recentemente, depois que o governo dos EUA fixou para esta terça-feira, 7, o prazo de reabertura do Estreito de Ormuz, ponto de escoamento de cerca de um quinto da oferta global. Operadores temem que a interrupção prolongada dispare pressões inflacionárias e force bancos centrais a reverem cortes de juros previstos para 2024.
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20% do petróleo mundial passa por Ormuz; falha logística reverbera em todo o planeta
Segundo a Reuters, algo em torno de 17 milhões de barris por dia atravessam o estreito que separa Irã e Omã. Qualquer gargalo ali encarece não só combustíveis, mas toda a cadeia de fretes, fertilizantes e plásticos – inflando o índice de preços ao consumidor.
A Agência Internacional de Energia calcula que cada US$ 10 de alta no Brent pode somar 0,4 ponto percentual à inflação global em 12 meses.
Inflação em xeque: bancos centrais podem adiar alívio monetário
O choque atual ocorre num momento em que o core CPI ainda ronda o dobro da meta em economias avançadas. No Brasil, analistas projetavam queda da Selic para 9% ao fim do ano, mas o estresse no petróleo já levou casas como a Itaú Asset a revisar a projeção para 9,25%, de acordo com relatório distribuído aos clientes. Historicamente, cada escalada no Brent pressiona a Petrobras e, por consequência, reajustes de diesel e gasolina chegam rapidamente às prateleiras dos supermercados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Exame