Operação ainda precisa vencer leilão do FGC e aval do Banco Central
BTG Pactual — O banco de investimento fechou acordo vinculante para assumir o controle do Digimais, instituição ligada ao bispo Edir Macedo e à Rede Record, salientando que o negócio depende de um processo competitivo organizado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e de aprovações de Banco Central e Cade.
- Em resumo: Até R$ 8 bilhões do FGC podem ser injetados para viabilizar a transação.
Por que o FGC é peça-chave no negócio
Desde o escândalo do Banco Master, o FGC passou a exigir um “leilão relâmpago” antes de qualquer aporte. A exigência, criada para preservar liquidez sistêmica, pode atrasar a entrada do capital que o Digimais necessita para cobrir um patrimônio negativo e manter R$ 8,22 bilhões em captações. Segundo estimativas de mercado, nenhum outro candidato deve aparecer, mas a formalidade é obrigatória, apontou a agência Reuters.
O total previsto de aportes do FGC no Digimais pode chegar a R$ 8 bilhões, em meio a um passivo de R$ 8,82 bilhões e prejuízo de R$ 252,6 milhões registrado até o 3º tri de 2025.
Consolidação dos bancos digitais ganha tração
Juros altos, inadimplência recorde e auditorias mais rígidas após casos como Master e BRB apertaram o cerco às fintechs. Só nos últimos 18 meses, pelo menos três bancos digitais buscaram compradores ou aportes de emergência. A manobra do BTG sinaliza que players com balanço robusto podem garimpar ativos baratos para ganhar escala, enquanto o Banco Central reforça capitalização mínima e governança.
Na ponta do investidor, o movimento pode concentrar mercado, mas também reduzir o risco sistêmico, já que instituições de grande porte tendem a absorver choques de crédito com mais facilidade.
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Crédito da imagem: Divulgação / Igreja Universal