Pressão de juros e aversão a risco empurram fundos imobiliários para o vermelho
IFIX – O índice de fundos imobiliários fechou a terça-feira, 19, em 3.816,65 pontos, acumulando a segunda queda consecutiva e reforçando o clima defensivo entre investidores.
- Em resumo: baixa de 0,87% aprofunda correção iniciada na véspera.
Varejo vendedor domina a sessão, mesmo com JSCR11 e BLMG11 no azul
A despeito de ganhos pontuais de 2,05% no JSCR11 e 1,39% no BLMG11, o fluxo vendedor prevaleceu, puxado pelo tombo de 6,68% no TGAR11 e de 5,87% no BROF11. Segundo analistas ouvidos pela Valor Econômico, a cautela se intensificou após a maior percepção de que o ciclo de queda da Selic pode perder ritmo nas próximas reuniões do Copom.
O IFIX terminou o pregão na mínima do dia, 3.816,65 pontos, distante 3,2% da máxima de 52 semanas (3.944,38) e ainda 12,8% acima do piso anual (3.382,05).
Contexto macro: Selic, inflação e rotação de carteiras pressionam a classe de ativo
Com a Selic ainda em dois dígitos e a curva de juros futuros precificando cortes mais lentos, a duration dos portfólios imobiliários voltou ao radar. O IPCA de fevereiro, em 0,83%, superou o consenso e elevou a exigência de prêmio de risco, levando gestores a reduzir exposição a papéis mais sensíveis ao custo de capital.
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Crédito da imagem: Divulgação / Suno