Sequência de perdas pressiona investidores e acende alerta sobre risco Brasil
Ibovespa – Na última sexta-feira, 22, o principal índice da B3 encerrou o pregão a 176.209,61 pontos, recuo de 0,81%. Com isso, soma seis semanas consecutivas de queda e já se distancia 11% do recorde atingido no primeiro trimestre.
- Em resumo: sexta baixa semanal seguida, -11% desde o topo do ano.
Por que a maré virou para as ações brasileiras?
O movimento negativo ganhou força após o salto nos rendimentos dos Treasuries de 10 anos, que superaram 4,6% e encarecem o custo do capital global, segundo dados compilados pela agência Reuters. Esse aperto nas condições financeiras reduz o apetite por ativos emergentes, enquanto o risco fiscal doméstico voltou ao radar depois de revisões nas metas de resultado primário para 2024.
A sequência de seis semanas representa a pior série desde março de 2020, quando a bolsa despencou durante o choque inicial da pandemia.
Efeito cascata: dólar, juros futuros e humor global
Com a aversão ao risco, o dólar voltou a rondar R$ 4,90, elevando a pressão inflacionária e obrigando o mercado a reprecificar a curva de juros futuros. A incerteza coloca em xeque o ritmo de cortes da Selic, atualmente em 12,75%, enquanto investidores avaliam o impacto de um eventual arrefecimento no consumo das famílias e nos balanços corporativos.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3