App Meu INSS vira atalho para segurados evitarem filas e garantirem renda
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — A autarquia ampliou de 60 para 90 dias o prazo máximo do auxílio-doença sem perícia presencial, movimento que promete reduzir gastos e acelerar a liberação de benefícios para quem está temporariamente incapaz.
- Em resumo: atestado enviado pelo Atestmed basta para receber até três salários-mínimos por 3 meses.
Como funciona o pedido 100% digital
O trabalhador acessa o aplicativo Meu INSS, seleciona “Auxílio por incapacidade temporária” e faz upload do atestado médico, exames ou laudos. De acordo com dados do G1 Economia, cada pedido on-line custa em média 60% menos ao governo do que a perícia presencial.
A meta oficial é cortar até 10% das perícias iniciais e beneficiar mais de 500 mil segurados por ano sem que precisem sair de casa.
Impacto fiscal e no bolso do segurado
A digitalização ocorre em meio à pressão por equilíbrio das contas públicas. Em 2023, o déficit da Previdência ultrapassou R$ 270 bilhões. Com menos perícias presenciais, o Ministério da Previdência estima economizar cerca de R$ 1 bilhão anuais em logística e contratação de peritos, liberando recursos para abater o rombo.
Para o segurado, o ganho é direto: o benefício chega mais rápido e a renda de até R$ 4.236 não fica travada em filas que, segundo auditoria do TCU, já ultrapassaram 1,3 milhão de agendamentos pendentes.
Prazos extras, recurso e possíveis gargalos
Se a recuperação não ocorrer, o pedido de prorrogação pode ser feito 15 dias antes do fim do benefício. Nessa fase, o INSS pode convocar uma nova avaliação — presencial ou por telemedicina — para evitar fraudes. Caso haja negativa, o trabalhador tem 30 dias para recorrer administrativamente.
O que você acha? A ampliação do prazo resolve o gargalo das perícias ou transfere o problema para a análise documental? Para mais dicas de direitos e planejamento financeiro, visite nossa editoria de Finanças Pessoais.
Crédito da imagem: Divulgação / INSS