Investidores correm para ativos de refúgio enquanto apreensões de navios elevam o preço do petróleo
Nikkei 225 – O índice de referência japonês encerrou a sessão em queda de 0,75%, aos 59.140,23 pontos, puxando consigo a maior parte das bolsas asiáticas após relatos de novos incidentes com petroleiros no Estreito de Ormuz e a prorrogação da trégua entre Estados Unidos e Irã, transmitidos pela Band e pela Record.
- Em resumo: clima geopolítico pressiona o Brent acima de US$ 104 e esfria o apetite por risco na região.
Petróleo dispara e amplia aversão a risco
Com receio de interrupções no corredor marítimo que escoa 20% do petróleo global, o contrato Brent avançava mais de 2%, rondando US$ 104 o barril, segundo cálculo da Reuters. O movimento sustentou a quarta alta seguida da commodity e reforçou apostas de inflação mais persistente.
Brent sobe 2% e alcança US$ 104, enquanto o Hang Seng recua 0,95% a 25.915,20 pontos e o Taiex perde 0,43%, para 37.714,15 pontos.
Recorde sul-coreano contrasta com recuo regional
A exceção no vermelho veio do Kospi, que ganhou 0,90% e renovou máxima histórica em 6.475,81 pontos graças ao salto de 3,2% da Samsung Electronics e a números de PIB melhores que o previsto. Mesmo assim, analistas lembram que o índice sul-coreano tem beta elevado e costuma devolver ganhos quando o petróleo segue em escalada.
Panorama macro: o que está em jogo
O aumento do petróleo ocorre num momento em que os principais bancos centrais sinalizam pausa no ciclo de cortes de juros, temendo reaceleração inflacionária. Para emergentes, um Brent acima de US$ 100 tende a pressionar balanças comerciais e câmbio, enquanto para produtores, como Arábia Saudita e Rússia, abre espaço para reforçar receitas fiscais. Historicamente, cada alta de US$ 10 no barril adiciona cerca de 0,2 ponto percentual à inflação global, segundo cálculos do FMI.
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Crédito da imagem: Divulgação / Money Times